No início do seculo XX surgiram algumas vertentes de pensamento baseadas na filosofia científica, que tentam explicar o mundo aos olhos da ciência. A ciência interfere no mundo regulando a vida do homem segundo padrões de exploração da natureza, para a produção de objectos e mercadorias.

As reflexões filosóficas de Heidegger surgem posteriormente e estão associadas a filosofia da existência humana. Heidegger sugere uma perspectiva de esquecimento do ser, propondo uma diferença ontológica entre ente e ser. Ente é uma coisa, e ser é o que permite que algo seja. Ente é a base material de algo que é. O conceito de ser é aberto, e não se pode limitar. É um equívoco tentar definir um ser e por este motivo a definição de ser não é um problema científico.

Para Heidegger a humanidade deve repensar o problema da questão do ser porque ser é uma questão humana. O autor sugere que a cultura ocidental não entende o que é o ser homem, e que por esse motivo vivemos numa existência inautêntica. O homem procura consequentemente o ente e não o ser. Contudo há a possibilidade de o homem chegar à existência autêntica, quando assumir o nada. Nada é a maneira com o ente se manifesta sufocado no consumismo de seculo XX.

Heidegger considera que o problema do ser é mais amplo que o problema da existência. Um dos problemas fundamentais pelos quais o homem não assume a sua existência é o problema da técnica, e da ciência. A técnica moderna estabelece uma relação do homem com a natureza no sentido de explorar cada vez mais a natureza. Por esse motivo o homem não consegue aceder ao ser. Um dos problemas do esquecimento do ser é que o homem se centrou em si. Contudo faz parte de um todo que se manifesta no homem e na natureza.

Através da ciência da técnica, a relação do homem com a natureza é unilateral.

Heidegger sugere que o homem deve voltar a ter uma relação intima com a natureza no sentido de cultivar a natureza para se humanizar.